sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Conselho de Assuntos Femininos da LiHS agora é Conselho Feminista

Autoria: Vanessa Prates, presidente do CoFem (Conselho Feminista da LiHS)



Rosa Parks, uma de nossas inspirações

Quando esse Conselho nos foi oferecido, há mais ou menos um ano, ainda sentíamos muita resistência ao feminismo aqui pelas bandas da LiHS. Era notório como os participantes tinham um pé atrás não só com as feministas, mas com a própria palavra feminismo (talvez por desconhecer o próprio feminismo e também por não sacar que todo humanista é obrigatoriamente feminista) . Backlash explica!
Só que como boas ocupadoras de espaços, não recusamos a oferta. Ou pegávamos ou pegávamos.
Acabamos aceitando sem muito pensar no nome mais apropriado – e naquilo que de fato desejávamos. E talvez pela falta de disposição de uma conversa mais séria, finalizamos em Conselho para Assunto Femininos.
Obviamente que não se tratava de dicas de maquiagem, receitas ou melhores posições para o sexo (rs). O espaço buscava informar, conscientizar e debater a existência do machismo na nossa sociedade, assim como maneiras de intervenção/atuação direta e/ou indiretamente através do nosso Conselho.
Daí vocês podem me perguntar: Mas por que essa mudança agora? Qual a diferença entre Conselho para Assuntos Femininos e Conselho Feminista?
Na prática, nenhuma. A diferença é mais na questão conceitual, já que o feminino não precisa, necessariamente, estar atrelado à MULHER – e a figura mulher. A ideia de feminino lembra automaticamente o masculino, e isso nos remete a um binarismo. Sem dizer que comportamentos entendidos como autenticamente femininos (normas de gênero) nos são reforçados a todo tempo através da nossa cultura – verdadeiros agentes de opressão, já que é praticamente inquestionável uma mulher não ser feminina ou mesmo um homem ser feminino (com toda complexidade que o feminino representa).
E depois, nossa sociedade é plural. Temos mulheres não femininas. Temos homens femininos. Temos mulheres com pênis. Temos homens com vulva, etc.
Ademais, quando falamos de feminismo, num sentido político/filosófico, falamos de um movimento onde pessoas buscam um mundo socialmente igualitário para tod@s – homens e mulheres. E como nosso Conselho representa pessoas feministas na sua pluralidade (femininas, masculinas, andróginas, intersexuais), nada mais pertinente que nomeá-lo enquanto tal.
 O debate deve ser amplo e pra tod@s!

 “Se não posso dançar, não é minha revolução” – Emma Goldman

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